O crescimento espiritual não acontece por acaso, exige um esforço intencional e constante. E há uma virtude chave que faz toda a diferença nessa jornada: a disciplina. Na busca por amadurecimento espiritual, muitos cristãos se veem oscilando entre momentos de fervor e períodos de estagnação. Ora se sentem intensamente conectados a Deus, ora se veem distantes e distraídos.
Essa realidade é comum. Mas o que poucos percebem é que a diferença entre permanecer nesse ciclo ou romper com ele tem menos a ver com emoções e mais com uma escolha prática, cultivar uma vida de disciplina.
A espiritualidade cristã não é uma experiência de impulso. É uma construção diária. E é justamente essa consciência que falta quando se romantiza a fé como algo automático, fruto apenas da inspiração divina ou de encontros esporádicos com o sagrado.
Segundo o pastor Dan Delzell, da Igreja Luterana Redentora, em Papillion, Nebraska, “todo seguidor de Cristo percebe que o crescimento espiritual não acontece automaticamente. Na verdade, sempre que falhamos em manter a disciplina, damos um passo para trás e atrofiamos nosso crescimento espiritual”.
Entre a justificação e a santificação
O cristão já foi justificado diante de Deus, por meio da fé em Jesus, essa é a posição espiritual definitiva de quem crê. Mas a santificação, ou seja, o processo de se tornar semelhante a Cristo, é um caminho contínuo e desafiador. A disciplina é o motor que move esse processo, segundo o pastor.
“A justificação do crente se completa na conversão, enquanto a nossa santificação é um processo que dura a vida toda”, explica ele. Nesse sentido, o crescimento espiritual se parece mais com uma maratona do que com uma linha de chegada. Requer fôlego, ritmo e determinação para continuar, mesmo nos dias difíceis.
Esse entendimento nos traz equilíbrio emocional e espiritual, especialmente quando o cristão percebe que está “dando três passos para frente e dois para trás”, como descreve o pastor. “Cada seguidor de Cristo é, obviamente, um trabalho em andamento”, explica o pastor, e diz que esse progresso não pode ser impulsionado sem intencionalidade e disciplina.
O campo de batalha da mente
Entre todas as áreas que precisam de disciplina, a mente ocupa o centro do campo de batalha. É lá que desejos, medos, ciúmes e inseguranças tentam firmar território. E, uma vez que dominamos o pensamento, passamos a influenciar palavras, comportamentos e decisões.
Comentários: